Potencial e modelos de trabalho

O que são os bancos do tempo?
Colaboradores, Parceiros, Financiadores
Área geográfica e beneficiários
Projetos
Potencial e modelos de trabalho
Perspetivas para o future

O Graal estabelece parcerias com entidades que se propõem a dinamizar, localmente, o Banco de Tempo. Estruturam-se oportunidades regulares de diálogo e auscultação das equipas coordenadoras locais que participam activamente em processos de avaliação, planeamento e de tomada decisão relativos ao funcionamento da Rede Nacional do Banco de Tempo.

 

Quanto ao potencial:

Este sistema de organização de trocas solidárias de tempo tem, antes de mais, o potencial de enriquecer o mundo relacional das pessoas que nele participam. Joga um papel importante na recuperação, em novos moldes, da solidariedade entre vizinhos e no combate à solidão.

O Banco de Tempo encerra em si o potencial de favorecer o encontro e a colaboração entre pessoas de diferentes gerações, proveniências e condições sociais, colocando-as numa posição de igualdade: em primeiro lugar porque não há uma hierarquização dos serviços, todos têm o mesmo valor, mesmo aqueles que são socialmente invisíveis e desvalorizados (por exemplo, serviços relacionados com saberes tradicionais e actividades de cuidado). Em segundo lugar, quem participa no Banco de Tempo tem obrigatoriamente que dar e receber tempo. Independentemente da sua idade, do sexo, formação académica, origem geográfica ou condição socioeconómica, todas as pessoas são reconhecidas enquanto portadoras de recursos e talentos, mas também enquanto portadoras de vulnerabilidades e necessidades a que outras pessoas podem dar resposta.

O Banco de Tempo tem um elevado potencial de se constituir como um espaço informal e significativo de aprendizagem. Podem circular saberes de natureza diversa, mais práticos e mais teóricos. Os membros escolhem o que querem aprender, bem como com quem, quando e onde. Fazem-se aprendizagens em liberdade, pelo prazer de aprender.

Este sistema de trocas de tempo, pode ainda constituir-se como um recurso importante para grupos economicamente mais vulneráveis, facilitando o acesso a determinados serviços que dificilmente poderiam ser obtidos, dado o seu valor de mercado.

Finalmente, o Banco de Tempo tem o potencial de suscitar questionamentos sobre o modo como vivemos, na medida em que se rege por lógicas alternativas às lógicas dominantes da organização da vida social e económica:

  • coloca no centro as pessoas e o seu bem-estar e não o lucro
  • no Banco de Tempo não circula dinheiro, habitualmente no centro das relações entre as pessoas e frequentemente valorizado em relação a estas
  • não hierarquiza, não estratifica, não exclui os que têm pouco acesso ao consumo, os pós-produtivos e os que muitas vezes são considerados  improdutivos
  • alicerça-se nos valores básicos da igualdade, da solidariedade e cooperação, questionando o individualismo, à competição e a concorrência
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